Os
senadores Wellington Dias (PT-PI) e Walter Pinheiro (PT-BA), dois dos
parlamentares que estão na linha de frente das negociações sobre a
partilha dos royaltiesRoyalty
é uma palavra inglesa que se refere a uma importância cobrada pelo
proprietário de uma patente de produto, processo de produção, marca,
entre outros, ou pelo autor de uma obra, para permitir seu uso ou
comercialização. No caso do petróleo, os royalties são cobrados
das concessionárias que exploram a matéria-prima, de acordo com sua
quantidade. O valor arrecadado fica com o poder público. Segundo a atual
legislação brasileira, estados e municípios produtores - além da União -
têm direito à maioria absoluta dos royalties do petróleo. A
divisão atual é de 40% para a União, 22,5% para estados e 30% para os
municípios produtores. Os 7,5% restantes são distribuídos para todos os
municípios e estados da federação. do petróleo,
acreditam que a partir de quarta (28), haverá condições para votação do
relatório do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) sobre o PLC 16/10,
do Executivo, que trata do assunto. Nesse dia, os senadores pretendem
também se reunir com ministros e deputados para apresentação do
relatório, o qual, segundo eles, contempla interesses de todas as partes
envolvidas.
Se houver acordo em torno do relatório, o Congresso não terá de apreciar o veto do ex-presidente Lula ao artigo 64 da Lei do Pré-Sal
(Lei 12.351/10). O veto em questão incide sobre a chamada Emenda Ibsen, que determinou a divisão dos royalties
entre todos os entes federados, com base nos critérios adotados pelos
fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). O
presidente do Senado, José Sarney, anunciou que o veto será levado à
apreciação do Congresso em 5 de outubro, caso até lá não haja acordo
sobre os royalties.- Até terça-feira
(27), o relatório deve estar pronto para apresentarmos, provavelmente na
quarta-feira, aos ministros Guido Mantega [da Fazenda] e Edison Lobão
[Minas e Energia] - previu Walter Pinheiro, que considera um acordo
antes da análise do veto melhor para todos. Isso evitaria o que ele
chama de "vitória de Pirro":- Os estados não
produtores ganhariam, pois são maioria, mas estaria aberta uma guerra
judicial sem previsão de terminar - acrescentou.
A intenção dos parlamentares é fazer com que o PLS 448/11, de autoria de Wellington Dias, que tem teor semelhante, sirva como base para um substitutivo
Substitutivo é quando o relator de determinada proposta introduz
mudanças a ponto de alterá-la integralmente, o Regimento Interno do
Senado chama este novo texto de "substitutivo". Quando é aprovado, o
substitutivo precisa passar por "turno suplementar", isto é, uma nova
votação. do PLC 16/10.- De acordo
nossa proposição, as finanças dos estados confrontantes ficarão
equilibradas, pois eles não perderão praticamente nada, ficando com R$
12 bilhões no próximo ano; a União perderia R$ 3 bilhões e ficaria com
R$ 8 bilhões. Os outros estados, por sua vez, teriam direito a R$ 8
bilhões também - explicou Wellington Dias.
Ainda
de acordo com o senador, nesta hipótese, os estados não produtores, na
verdade estariam abrindo mão de 50%, pois se o veto for de fato
derrubado, eles ganhariam R$ 16 bilhões.Segundo
Wellington Dias e Walter Pinheiro, a proposta contida no parecer ainda
prevê a redução de 4% da parcela da União na Participação Especial, que é
o dinheiro pago por empresas petrolíferas à União, aos estados e
municípios produtores de petróleo na exploração de poços com grande
rendimento.
- Em linhas gerais, a intenção é
também preservar os estados produtores de perdas imediatas, o que deve
facilitar as negociações - acrescentou Pinheiro.Sobre
as críticas do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao valor defasado da
participação especial, Walter Pinheiro disse concordar que há a
necessidade de revisão, mas acha que o assunto pode ser avaliado
futuramente.
- Primeiro temos que resolver a questão da partilha dos royalties - opinou.Anderson Vieira / Agência Senado.
Fonte:portal do senado.
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