A faxina iniciada pela presidente Dilma Rousseff para reduzir os focos de corrupção no governo federal tem sido creditada pela sociedade, em parte, a um traço de personalidade da presidente. Há quem identifique nelaa intolerância maior em relação à corrupção em comparação ao antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas ninguém nutre expectativas de que, sozinha, Dilma conseguirá seguir muito além do que já foi, desmontando esquemas de corrupção alimentados pelo loteamento político da máquina pública. Até porque muitos dos partidos que a apoiam são contra a faxina. um
- A sociedade tem que apoiá-la ou ela não conseguirá governar - opina Ney Matogrosso.
Na terça-feira que vem, a Frente Suprapartidária Contra a Corrupção e a Impunidade, lançada semanaassada por um grupo de senadores que apoiam a faxina, fará um ato no Congresso para receber apoio de diversas entidades. p
"Dilma tende a se isolar se a sociedade não apoiá-la. Não sei até que ponto (a faxina e a mobilização dos senadores) é briga política, mas quando os movimentos sociais eram fortes, a pressão da sociedade fazia com que o Congresso tomasse determinada atitude. Se as universidades, a OAB, a ABI, os sindicatos e os estudantes se manifestarem, esse movimento pode não ser só a luta pelos interesses de determinado grupo, mas pode pressionar os políticos que nos representam. As novas mídias também podem ajudar"
- Adauto Novaes, filósofo


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